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      "De mão-em-mão tramando redes e normas: a vida social das pílulas anticoncepcionais, a partir de suas bulas" Translated title: “From hand to hand plotting networks and norms: The social life of contraceptive pills through their patient information leaflet "

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          Abstract

          Resumo Com o objetivo de descortinar aspectos da vida social das pílulas anticoncepcionais, o artigo analisou o conteúdo de suas bulas publicados no guia de medicamentos Dicionário de Especialidades Farmacêuticas (DEF), entre 1971 e 1990. Procuramos explorar os discursos veiculados nesses dispositivos - a quem se dirigiam, o que propunham e que efeitos pretendiam - e compreender como contribuíram e o que nos revelaram sobre o seu percurso biográfico. As bulas se comportaram como importantes veículos de intercomunicação entre os atores que participaram da trajetória desses medicamentos, desde sua produção pela da indústria farmacêutica, até chegarem às suas consumidoras finais, as mulheres, passando também por médicos, enfermeiros, farmacêuticos, donos e balconistas de farmácias e transitando entre consultórios, serviços de saúde, entidades de planejamento familiar, estabelecimentos comerciais, lares e bolsas femininas. Nessa enorme cadeia de associações produzidas pelas pílulas, as bulas contribuíram para a geração de um mínimo denominador comum que permitiu a normalização e naturalização das práticas de controle da fecundidade hormonal e para a formação do mercado - não só no sentido econômico, mas em sentido sociológico, como redes de interações e trocas, onde circularam bens que agregaram a um só tempo valores econômicos, simbólicos e normativos.

          Translated abstract

          Abstract In order to uncover aspects of social life of pharmaceutical pills and based on the theoretical-methodological perspective of the drugs biography, this paper analyzes the instructions of their leaflets, published in the Dictionary of Pharmaceutical Specialties (DEF), between 1971 and 1990. It seeks to explore the speeches conveyed in papers that accompanied the packaging of the "medicine pill" - to whom they were headed, what they proposed and what social effects they intended - and to understand their participation in the set of associations that allowed the stabilization of oral contraceptives in Brazil. Leaving the pharmaceutical laboratories, the patient information leaflet transited among physicians, nurses, pharmacists, owners and shopkeepers of pharmacies and women, passing from hand to hand, in offices, health services family planning entities, pharmacy counters, medical departments of companies, households and women's bag. They were the important intercommunication vehicles between these actors and in the big chain of associations produced by contraceptive pills, the patient information leaflets contributed to a minimum common denominator that allowed to return a normal and natural control practices of hormone-mediated fecundity and the formation of the fertility control pill market, where goods were giving movement to add economic, symbolic and normative values at the same time.

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          The pharmaceuticalisation of society? A framework for analysis.

          Drawing on insights from both medical sociology and science and technology studies this article provides a critical analysis of the nature and status of pharmaceuticalisation in terms of the following key dimensions and dynamics: (i) the redefinition or reconfiguration of health 'problems' as having a pharmaceutical solution; (ii) changing forms of governance; (iii) mediation; (iv) the creation of new techno-social identities and the mobilisation of patient or consumer groups around drugs; (v) the use of drugs for non-medical purposes and the creation of new consumer markets; and, finally, (vi) drug innovation and the colonisation of health futures. Pharmaceuticalisation, we argue, is therefore best viewed in terms of a number of heterogeneous socio-technical processes that operate at multiple macro-levels and micro-levels that are often only partial or incomplete. The article concludes by drawing out some broader conceptual and reflexive issues this raises as to how we might best understand pharmaceuticalisation, based on our analysis, as a framework for future sociological work in this field. © 2011 The Authors. Sociology of Health & Illness © 2011 Foundation for the Sociology of Health & Illness/Blackwell Publishing Ltd.
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            O império dos hormônios e a construção da diferença entre os sexos

            A partir do debate teórico sobre gênero e ciência, discute os processos de redefinição das diferenças de gênero e sexo por meio de marcadores tidos como biológicos ou naturais. Identifica um percurso de naturalização das diferenças através de uma lógica de 'substancialização' ou 'materialização', a exemplo da percepção da medicina sobre a mulher, que promove modelos explicativos da economia corporal feminina centrados ora em órgãos como útero e ovários, ora na mecânica dos hormônios e, mais recentemente, também nas distinções genéticas e neurológicas. Aborda a trajetória da descoberta dos chamados hormônios sexuais e sua relação com a perspectiva dualista, no que se refere ao gênero. Demonstra como esses poderosos mensageiros químicos ajudaram a configurar a passagem entre uma lógica do excesso que envolvia o sexo até o final do século XIX, para o imperativo da falta, predominante desde meados do século XX.
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              Is Open Access

              A (des)informação sobre medicamentos: o duplo padrão de conduta das empresas farmacêuticas

               José Barros (2000)
              Diferentes fatores foram identificados como exercendo influência sobre o comportamento dos prescritores de medicamentos. Estudos realizados enfatizam o lugar proeminente ocupado pelas fontes de informação disponíveis para os médicos, muitos deles realçando a influência das estratégias de mercadização. Entre elas, pode-se citar os anúncios em revistas médicas, propagandistas, amostras grátis, folhetos, brindes, etc. A presente pesquisa teve o propósito de detectar as informações presentes no Dicionário de Especialidades Farmacêuticas (DEF) sobre as 44 especialidades farmacêuticas mais vendidas, tendo como parâmetro critérios da OMS para comporem material informativo oferecido aos médicos. Essas informações foram, igualmente, comparadas, para os mesmos produtos, com aquelas presentes em dois manuais de uso habitual nos Estados Unidos: Physicians' Desk Reference (PDR) e Drug Information for the Health Care Professional (USP-DI). Os resultados demonstraram ausência, no manual brasileiro de contra-indicações, reações adversas, interações, o que permite desconfiar da qualidade da prescrição.
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                Author and article information

                Journal
                physis
                Physis: Revista de Saúde Coletiva
                Physis
                IMS-UERJ (, RJ, Brazil )
                0103-7331
                1809-4481
                2021
                : 31
                : 2
                Affiliations
                Rio de Janeiro Rio de Janeiro orgnameUniversidade Federal do Rio de Janeiro Brazil andrezaenfermeira@ 123456gmail.com
                Rio de Janeiro orgnameFundação Oswaldo Cruz orgdiv1Instituto Fernandes Figueira Brazil cbonan@ 123456globo.com
                Rio de Janeiro orgnameFundação Oswaldo Cruz orgdiv1Instituto Fernandes Figueira Brazil iviamaksud@ 123456gmail.com
                Rio de Janeiro orgnameFundação Oswaldo Cruz orgdiv1Instituto Fernandes Figueira Brazil taniamariad07@ 123456gmail.com
                Article
                S0103-73312021000200620 S0103-7331(21)03100200620
                10.1590/s0103-73312021310222

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